Arquivos - Abril, 2005



11 Abr 05

Passados pelo menos 6 anos a massificar a Internet,

net-de-bolso-web

é tempo de ser feito um balanço e uma análise da sua evolução.

…”assistiu-se no Estados unidos ao boom das chamadas Dotcom e também ao seu declínio”…

Embora tenha sido anunciada como uma nova forma de fazer negócios, nos Estados Unidos, por exemplo, assistiu-se ao boom das chamadas Dotcom, mas também, na maior parte dos casos, ao seu declínio.

Passada a “tempestade”, hoje poderemos afirmar que a Internet veio sobretudo beneficiar a chamada “velha economia”, pois se é verdade que algumas empresas vingaram na “nova economia”, estou a lembrar-me da Amazon, Google, etc., na realidade, foram as empresas da velha economia que mais beneficiaram, na medida em que ganharam um novo canal de distribuição que lhes permite chegar a um maior número de consumidores, quebrando as barreiras geográficas e com custos bastante inferior aos canais tradicionais.

Ainda assim, uma boa parte das Empresas portuguesas da “velha” economia – lembram-se? aquelas que saíram beneficiadas com a Internet – ainda não acordaram para esse beneficio.

Basta ver o que é veiculado pelos Media, passado mais um natal, onde de tradição só sobressaí o consumo, as compras online até tiveram direito a tempo de antena. Assim, em 2004, mais do que em qualquer outro ano, as vendas online registaram crescimentos de 50%, relativamente a 2003. Não obstante este facto, se pensarmos nas lojas online que conhecemos, rapidamente concluímos que a oferta em Portugal é muito reduzida e o serviço aí prestado é bastante fraco e pouco se salvaguarda o consumidor.

Do meu ponto de vista, não há nenhum site de referência para compras online em Portugal (refiro-me a um site português), há apenas um conjunto de empresas da velha economia que se dignou a fazer umas páginas, com a imagem da sua empresa e as descarregou na World Wide Web para poder dizer que está lá.

Posso até concordar que o fraco volume de vendas deste canal não seja atractivo e consequentemente, limite os investimentos das empresas nesta área, mas seguramente, sem as empresas tomarem a iniciativa, os Utilizadores/Clientes, dificilmente virão ao seu encontro. É, portanto, necessária uma simbiose para o sucesso do canal.

Os poucos sites existentes, e nem se quer falo do termo “usabilidade”, pois é ainda uma palavra desconhecida, não têm oferta suficiente, isto é, se uma determinada

empresa têm 5 modelos do mesmo produto, na Internet só temos acesso a ver um ou dois. Não temos acesso a outros produtos que a mesma marca terá e que até, eventualmente, estarão disponíveis na loja física dessa empresa. Dos produtos disponíveis, uma grande maioria não tem informação suficiente essencial à compra. Além do mais, na esmagadora maioria dos sites, não há qualquer garantia de stock do produto que pretendemos e muito menos de prazos de entrega, já para não falar nos custos elevados dos portes de envio.

Nesta época natalícia que passou, foi curioso fazer um comparativo entre sites portugueses e sites estrangeiros que têm a operativa montada para facilmente venderem para Portugal. Posso dizer-vos que foi frustrante ver o anuncio num dos sites portugueses que, encomendas feitas após o dia 21 de Dezembro não tinham qualquer garantia de entrega antes do natal e num desses sites estrangeiros, anunciarem com grande destaque que, encomendas feitas até ao dia 22 de Dezembro, tinham a garantia de entrega até dia 24. Se a isto adicionarmos o facto dos preços nesses sites estrangeiros, serem em muitos casos, 30% a 40% inferiores aos praticados em Portugal, facilmente constatamos que não há concorrência.

Em Portugal as empresas continuam a não apostar neste importante canal de distribuição e isso vê-se não só pelos seus sites, mas também por não praticarem preços diferenciados da loja física para a loja virtual, (a empresa poupa em termos de custos e não passa qualquer dessa vantagem ao cliente), por não se estabelecer uma rede eficaz de entregas (nem portes reduzidos, nem rapidez na entrega).

Meus amigos, assim não vamos lá.

A oportunidade que a Internet veio trazer ao nosso país de se evidenciar e ganhar avanço económico face ao outros países, nós olhamo-la de lado como senão tivesse nada a ver connosco. As empresas estrangeiras ganharam uma oportunidade de entrar no nosso mercado sem sequer terem necessidade de se estabelecerem no país.

É certo que o problema vem de trás. Quando se passa o tempo a discutir uma falsa liberalização das telecomunicações em vez de se discutir a melhor forma de disponibilizar o acesso à Internet, massificando assim os utilizadores e permitir que este motor económico progrida, está tudo dito.

Até posso admitir que, nalguns casos, os investimentos apenas tenham retorno num prazo mais alargado, mas ainda assim, têm de se mentalizar que, mais cedo ou mais tarde, este será o principal canal de negócios, e as empresas estrangeiras já estão aí.

Ontem (11/04/2005), ouvi a notícia que a União Europeia vai produzir um conjunto de Directivas que incentivam ao uso de Internet de Banda Larga sobre a Rede Eléctrica, já conhecida como POWERLINE que, praticamente, chega a todo o lado, contribuindo assim para um novo incremento na massificação da Internet. Vamos ver quanto tempo leva Portugal a adaptar-se a esta nova realidade …


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8 Abr 05

Escolher um Ecrã TFT-LCD (08-04-2005)

Agora que já tomou a decisão de substituir o seu “velhinho” CRT por um novo e elegante TFT-LCD, importa saber escolher qual o monitor que mais se adequa às suas necessidades.

Existem no mercado diversas marcas, modelos e dimensões de TFT-LCD e, se à primeira vista, parecem todos iguais, engane-se quem pensa isso. De facto exteriormente serão muito semelhantes, mas pode logo por começar a perceber que há diferenças pelo preço pedido.

Actualmente já encontra monitores de 17” por aproximadamente 250 Euros. Se à partida parece barato, na prática poderá causar-lhe muitas dores de cabeça, podendo mesmo pôr em causa o bom negócio que parecia ter feito. Claro está que esta situação estará sempre associada ao tipo de utilização que faz do seu PC.

O que deve ter levar em conta

Antes demais, é necessário escolher o tamanho do ecrã. Este tamanho é indicado em Polegadas, sendo que a medida é feita na diagonal do monitor. Neste campo há que ter em atenção na informação prestada. Muitas vezes a área indicada contempla também a moldura, que normalmente envolve o monitor. A medida mais baixa no mercado é de 15”, no entanto, é vulgar o tamanho de 17”, no entanto, se puder investir, um monitor de 19” ou mesmo 21”não será demais, embora neste último o preço sofra um agravamento pesado.

Quando tiver tomada a decisão quanto ao tamanho do écran que pretende, é imperativo que consulte as especificações técnicas do monitor, pois aí estará descrito o essencial do monitor, tal como se de um B.I. se tratasse.

GLOSSÁRIO

  1. Ângulo de Visão – Ângulo a partir do qual é possível visualizar a imagem no monitor.
  2. Conexão, pode ser DVI (Digital) ou DB-15 (Analógica)
  3. CRT – Cathode Ray Tube, ou seja, Tubo de Raios Catódicos
  4. Dot-Pitch é o espaçamento entre os pixéis do monitor. Quanto menor for esse espaço, melhor será a qualidade de imagem
  5. Luminosidade não é mais do que a claridade e brilho da imagem. Medido em em nit, 1 Nit=1 CD/m2, logo, quanto maior for, mais clara e brilhante será a imagem
  6. TFT – Thin Film Transistor, nova Matriz Activa dos LCD’s

Das várias características a que deverá estar atento (não necessariamente por esta ordem), é o Dot Pitch. Quanto mais baixo for o valor apresentado, melhor. O valor mais frequente é 0,296mm, ver caixa.

Outro factor importante é a luminosidade, que indica precisamente a intensidade da luz no ecrã. O valor é indicado num número “cd/m2” e neste caso, quanto maior for o valor, melhor.

De seguida poderá verificar o Ratio Contraste que mede a intensidade entre os brancos e os pretos. Também aqui poderá verificar intervalos grandes entre diversos monitores, 350:1, 400:1, 500:1, etc. e quanto maior for o número, maior constraste o monitor terá e, consequentemente, uma melhor imagem.

Há que ter ainda atenção à Refresh Rate, que indica a rapidez do “varrimento” do monitor na vertical, isto é, o número de vezes por segundo em que o ecrã poderá mostra uma imagem em todo o monitor e está disponível para mostrar uma nova imagem. Este valor é apresentado em Hz. Por norma, uma taxa de 75 Hz é suficiente.

Por último, mas não menos importante é o Tempo de Resposta. O mais comum são monitores com 25 ms, no entanto, quanto menor for este valor, melhor. Se a utilização que vai dar ao monitor é apenas a de processador de texto, consultar a Internet e pouco mais, os 25ms serão suficientes, mas se a sua utilização já for mais para visualizar videos, jogos e outras aplicações em que existam movimentos rápidos, o ideal será um monitor com um tempo de resposta de 12 ms, evitando assim, um efeito de “fantasma” na imagem (já há monitores no mercado com um valor de 8 ms).

Outros Aspectos

Basicamente, as questões anteriores serão os requisito essenciais que deverá levar em conta mas, não obstante esse facto, poderá ainda ter em atenção outros aspectos que também dependerão do tipo de utilização que for dar ao monitor.

- Ligações

Muitos dos monitores TFT têm uma entrada “D-Sub”, isto é, de 15 Pinos, equivalente aos cabos dos monitores convencionais (CRT), em vez de terem uma entrada DVI (digital). Isto faz com que haja uma redução da qualidade da imagem, ainda que ligeira.

Ligação DVI

Na verdade, o computador envia uma imagem digital (caso a placa gráfica suporte, deverá também ter em conta esse factor) que será convertida para analógica (devido à entrada do monitor), sendo depois convertida em imagem digital.

Ligação Analógica

Caso o monitor já possua uma entrada DVI e a placa gráfica suporte aquele formato, a imagem será sempre digital, não havendo lugar a conversões e a consequentes perdas de qualidade.

Dependendo do Modelo, a Placa gráfica poderá suportar dois monitores ao mesmo tempo

- Cores

Deverá então observar o número de cores que o monitor suporta. Os melhores monitores terão 16,7 milhões de cores reais, enquanto que outros monitores indicarão 16,2 milhões, estes, na verdade, apenas suportam 262 mil cores reais, ou seja, “recriam” artificialmente as 16,2 milhões de cores.

ATENÇÃO Alguns monitores, mesmo novos poderão apresentar pixéis “mortos”. Os motivos para esse facto poderão ser vários, no entanto, é possível que eles existam. Algumas marcas têm regras estabelecidas no que diz respeito à garantia em casos destes, inclusivé, há já algumas marcas a garantirem “0 Pixels Dead” , pois embora á partida possa não detectar qualquer erro desta natureza, o contrário poderá acontecer, portanto, quando estiver a adquirir um monitor destes, informe-se na loja em que condições poderá reclamar.

CONCLUSÃO

Face a estas especificações, resta saber que tipo de utilização vai ter o monitor que adquirir, de modo a poder avaliar qual o mais indicado para o seu caso, podendo assim, fazer uma avaliação de custo/benefício de acordo com as questões técnicas deste artigo, pois são estas especificações que, em grande parte, influenciarão o preços destes monitores.

Em baixo está um quadro, que não sendo vinculativo, pretende apenas situar o tipo de utilização nas características técnicas que deverá levar em conta, no entanto, deverá sempre consultar um técnico qualificado a fim de avaliar com maior precisão o seu caso.

Escritório/ Filmes, Exclusivamente
Doméstica Fotos, Jogos
Jogo

Contraste >250:1 > 500:1 > 600:1
Brilho > 250 cd/m2 > 300cd/m2 >300 cd/m2
Taxa de Resposta 25 ms 12 ms 12 ms / 8 ms
Cores 16,2 Milhões 16,7 M 16,7 M


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